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Moradores do bairro da Pitanguinha estão apreensivos com possível paralisação de obra realizada pela CONDER

08 JUN 2018
08 de Junho de 2018

Moradores da região da Pitanguinha Nova, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), reclamam e estão bastante preocupados com a possível “paralisação” das obras de revitalização realizada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).

O pacote de obras que previa pavimentação, implementação da rede de água e de esgoto, drenagem, urbanização na borda da represa, quadras de esportes, jardins, parque infantil e contenção de novas invasões, segundo moradores, como tão esperado há uma década, apesar do início das obras há cerca de 9 meses, a preocupação é que a situação se transforme em um “sonho frustrado” por uma “obra inacabada”.

As obras de requalificação do entorno do Rio Ipitanga, na Pitanguinha, um investimento de mais de R$ 21,3 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-1), do Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades, foi destravada na atual gestão, após idas do prefeito Dinha Tolentino à Brasília e contatos com representantes da Conder.

Na última quarta-feira (06/06), diversos moradores do entorno do rio, pela segunda vez se reuniram com representantes da Conder. Estiveram presentes na reunião, o engenheiro Marcos Antônio e as assistentes sociais, Bárbara e Narjla do IEDES (Instituto Ensinar de Desenvolvimento Social), que representa a Conder na comunidade.

De acordo com Antônio Bocão, vice-presidente da Associação de Moradores do Distrito de Pitanguinha (AMDP), a obra que até o momento contemplou a implementação da rede de água e esgoto, e drenagem finalizou a sua primeira etapa, entretanto, segundo informado pelo engenheiro da Conder, Marcos Antônio, para realização da 2ª etapa – parte que fica no entorno das Ruas: Coutinho, 31 de Dezembro e Antártica, só poderá ser feita após indenização de algumas casas e que portanto, “não há verba para as indenizações”.

 “A obra está no seu término final por falta de verba e a quem vamos recorrer: – porque até a empresa contratada já está de saída e só fizeram apenas 1ª etapa”, disse para a reportagem, Bocão ao demonstrar um sentimento de consternação por um “serviço que ficou a desejar”.

O projeto apresentando garantia: urbanização na borda da represa, quadras de esportes, jardins, parque infantil

Na 1ª etapa foi realizada a implementação da rede de água e de esgoto (o canal), mas sem a pavimentação adequada e urbanização, atualmente os quintais dos moradores que ficam no entorno do canal estão completamente alagados.

“Ficou a desejar, o quintal dos moradores estão todos alagados, a terraplanagem inacabada e no final do canal vai dar um transtorno muito grande futuramente”, acrescenta o líder comunitário.

Os moradores questionam como uma obra orçada em mais de R$ 21,3 milhões, agora não tem verba para indenizar as casas que necessitam ser removidas e dá sequência à 2ª etapa.

“O que eles nos disseram nesta segunda reunião é que a Caixa Econômica até o momento não pagou um centavo para a empresa e a comunidade não pode ficar prejudicada, inclusive, o escritório da empresa no local já está se retirando”, sinaliza Antônio Bocão.

Ainda de acordo com o líder comunitário, uma comissão de moradores será formalizada e após agendamento irá tratar esta pauta com o presidente da Conder, José Lúcio Lima Machado.

Outro caminho, segundo Bocão é apelar pelo apoio da Prefeitura Municipal para que junto com a Conder possa evitar a paralisação das obras de requalificação na comunidade.

Em junho de 2017, o prefeito se reuniu com a equipe da Conder e na oportunidade a engenheira Regina Luz, apresentou na sede da Prefeitura, o projeto de revitalização que contempla saneamento básico, pavimentação e macrodrenagem, além de espaços de lazer e intervenções de infraestrutura na localidade. Informações são do Rede Imprensa.

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